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Frente a uma economia 'frágil', G20 dará prioridade ao crescimento

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Os ministros das Finanças das grandes potências do G20 afirmaram neste sábado (20) em Moscou que o emprego e o crescimento serão suas "prioridades a curto prazo" frente a uma retomada econômica "frágil e desigual".
Reunidos desde sexta-feira (19) para preparar a cúpula de chefes de Estado do G20, que acontecerá no início de setembro em São Petersburgo, os ministros indicaram que "a economia mundial continua muito fraca e a retomada econômica frágil e desigual", segundo o comunicado final da reunião.
Quanto ao plano de ação que será decidido durante a cúpula de São Petersburgo, os países ricos e emergentes concordaram "que nossas prioridades a curto prazo serão o emprego e o crescimento".



Os países do G20 querem "calibrar o ritmo e a composição" dos esforços orçamentários para reduzir os déficits segundo as condições de cada Estado.
As estratégias de consolidação orçamentária são necessárias nas economias avançadas, mas unicamente "a médio prazo", ressaltaram.
Os ministros concordaram então em relegar a segundo plano a disciplina orçamentária, defendida pelos países superavitários como a Alemanha e a China, enquanto muitos países, como os Estados Unidos e a França, querem privilegiar o crescimento e o emprego.
Os negociadores levaram tempo para chegar a este acordo. Sexta-feira à noite, o ministro francês das Finanças reconheceu que não havia consenso "espontâneo" sobre o equilíbrio a ser encontrado entre a redução dos déficits públicos e apoio à atividade econômica, e que os resultados do G20 em termos de crescimento eram, até o momento "insuficientes".
Os próximos passos a serem seguidos são a "redução da fragmentação dos mercados financeiros", "a união bancária na Europa", "o reequilíbrio do crescimento mundial" e ainda a manutenção das políticas monetárias acomodatícias.
Sobre este ponto, e a pedido de alguns países emergentes, o G20 fez um apelo aos bancos centrais, principalmente o Fed americano, a agir com tato.
"As mudanças futuras" da política monetária "continuarão a ser calibradas cuidadosamente e claramente comunicadas", segundo o grupo.
Este ponto é essencial para alguns países emergentes, como Brasil e Rússia, que têm sido afetados pela política do Banco Central dos Estados Unidos.
O Federal Reserve (Fed) inunda há vários anos o sistema financeiro com liquidez, reinvestindo pesadamente em mercados emergentes, onde os retornos são mais elevados.
Mas o fim anunciado desta política de apoio à atividade econômica levou à saída de capitais significativos de economias em desenvolvimento, minando seus mercados financeiros e pesando em suas moedas.
O presidente do Fed, Ben Bernanke, garantiu esta semana que a instituição iria reduzir o seu apoio à economia apenas quando julgar a recuperação como suficientemente forte.
As grandes potências também indicaram que "apoiam inteiramente" o plano de ação da OCDE contra as estratégias fiscais adotadas por multinacionais para pagar menos impostos.
A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) entregou na sexta-feira um relatório com um "plano de ação para lutar contra a erosão da base de impostos e a transferência de benefícios" que se divide em 15 medidas.
A OCDE propõe aos países do G20 obrigar as empresas a fornecer ainda mais informações sobre a repartição geográfica de suas receitas, reforçar as trocas de informação entre países e controlar melhor a utilização das filiais no exterior nas estratégias fiscais.
O objetivo é que o conjunto do G20 aprove o plano, respaldado pela Alemanha, Grã-Bretanha, França e Rússia e que depois apliquem as medidas nos próximos dois anos.
Mas os ministros se limitaram a expressar apoio às "etapas regulares sobre o desenvolvimento das propostas e das recomendações para aplicar os 15 pontos" deste plano.
"A aplicação dessas medidas em um único país ou em um grupo de países não dará resultados", preveniu na quinta-feira o ministro russo Anton Silouanov.

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