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Hospital Bom Jesus demite equipe com fim de parceria com a prefeitura

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Após quase três anos de parceria, a Prefeitura de Tremembé rompeu o convênio com o Hospital Bom Jesus e agora a unidade, que é uma entidade filantrópica, corre o risco de fechar as portas. A unidade oferecia ao município serviços de internação e maternidade, além de administrar o Programa de Saúde da Família, o Pronto Atendimento e a contratação de médicos. Todos os pacientes que estavam internados já receberam alta. Para que o hospital volte a funcionar normalmente a direção está estudando parcerias com empresas privadas e outro municípios.
De acordo com Sherezade do Prado Souza, diretora do hospital, para renovar o convênio, a administração municipal quer contratar apenas os serviços de internação e maternidade, mas o valor proposto está bem abaixo do que a unidade necessita. “A última proposta da prefeitura foi, no máximo, pagar R$ 51 mil por todo o serviço e o hospital não tem como aceitar a não manutenção do convênio anterior, que é no máximo R$ 149 mil”, afirmou.
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Já o secretário de Saúde de Tremembé, José Márcio Araújo Guimarães, alega que a administração municipal pagava ao hospital um valor muito alto por um número de internações menor do que a real demanda do município.

“O convênio vigente prevê 100 internações, o que não acontece na realidade e paga-se R$ 150 mil, preço fechado, por 100 internações, quando na realidade se praticam 30 internações mensais”, disse.
Com o rompimento na parceria, 43 funcionários foram demitidos e outros 77 estão de aviso prévio. Os trabalhadores temem não receber as verbas rescisórias. “Está todo mundo aqui sem saber o que vai fazer, porque aqui tem família, a gente precisa do dinheiro daqui e do dia para noite ficamos todos desempregados”, reclamou Kátia Lopes, recepcionista do hospital.
Por enquanto, as novas internações são feitas no Pronto Atendimento, que a agora está sendo administrado pela prefeitura. A unidade não é adequada para esse tipo de atendimento, mas, de acordo com o secretário de Saúde foram disponibilizados leitos para esses casos. Já as gestantes serão encaminhadas para o Hospital Regional de Taubaté e a Santa Casa de Pindamonhangaba.

O secretário de saúde disse ainda que os funcionários que atuavam no hospital serão absorvidos pela prefeitura, que agora é a responsável pelo Programa de Saúde da Família e o ambulatório de especialidades, além do Pronto Atendimento.

Quem depende da saúde em na cidade lamenta a situação. A dona de casa Amanda Mateus, que está a dois meses de dar a luz, precisou ser internada por causa de uma infecção nos rins e está preocupada. “A gente vai estar voltando para uma época arcaica, de ter filho com parteira, dentro de casa. Particular, sem condição, porque eu não tenho condição de pagar, então teria que estar recorrendo a outro município mesmo, que é um absurdo, a cidade não dar esse suporte”, questiona.

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