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Justiça marca novo julgamento de motoboy acusado de matar cunhada

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Nice

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A Justiça marcou para 18 de setembro o novo júri do motoboy Sandro Dota, acusado de violentar e matar a cunhada Bianca Consoli, de 19 anos, em 2011. O primeiro júri de Dota foi cancelado nesta quinta-feira (25) após o réu pedir a destituição da sua defesa. O pedido foi aceito pela juíza Fernanda Afonso de Almeida, que presidia o júri iniciado na terça-feira (23), no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ), os depoimentos já colhidos ao longo dos dois primeiros dias de julgamento não precisarão ser refeitos. O novo conselho de sentença poderá ouvir o áudio do que já foi dito e, assim, evitar que todas as testemunhas sejam convocadas novamente.

O motoboy permanecerá preso - ele nega o crime, ocorrido em 13 de setembro de 2011, na Zona Leste da capital. Após o anúncio do cancelamento do júri, familiares de Binca, que tinha 19 anos na época, se emocionaram muito e a juíza pediu que a mãe e a irmã da vítima - ex-mulher de Dota - fossem retiradas do tribunal. Elas, entretanto, saíram sozinhas, revoltadas com o ocorrido.
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A mãe de Bianca, Marta Maria Ribeiro, deixou o fórum bastante emocionada e reclamou da legislação penal brasileira. “O réu tem direitos que a vítima não tem”, disse. Ela afirmou que desconfiava que Sandro faria algo para escapar do julgamento.
Ricardo Martins quase foi agredido por familiares de Bianca, na frente do Fórum da Barra Funda. Ele dava entrevista quando o irmão de Bianca, Bruno Consoli, posicionou-se atráscom uma camiseta com a imagem de Bianca. Martins esticou o braço para tirar a camisa, que caiu no chão, provocando revolta na família. A mais exaltada foi Daiana Consoli, irmã de Bianca, que foi em direção ao ex-advogado de Dota e tentou agredi-lo. O advogado teve de voltar ao fórum para se proteger.

O pedido de Dota foi feito logo no início de seu depoimento, nesta quinta-feira. Disse que algo já o vinha angustiando há dias e que gostaria de destituir seu advogado. Ricardo Martins se levantou e se mostrou surpreso com a atitude do cliente. “O que você está fazendo?”, perguntou Martins. Segundo o defensor, Dota "perdeu um advogado combativo que conhecia o processo a fundo".

Questionado pela juíza, Dota não explicou o motivo de só tomar essa decisão no terceiro dia do julgamento. Afirmou apenas que não se tratar de uma estratégia.

O promotor romotor Nelson dos Santos Pereira Júnior afirmou que não se pode levar a sério a afirmação do réu e disse desconhecer se isso poderia ser um indicativo de que ele confessará o crime num futuro julgamento. “Eu estarei nesse caso até o final. Jamais deixarei até vê-lo condenado”. "É evidente que foi uma estratégia baixa do réu. Percebeu que a prova era contundente."

O promotor considerou a estratégia “sorrateira” e pediu à juíza que a Defensoria Pública advogue pelo réu daqui para frente. O requerimento foi aprovado. Com isso, caso Dota contrate um novo advogado e o destitua novamente, a Defensoria garantirá sua defesa. Isso impossibilita o cancelamento de mais um júri futuro pela dispensa do advogado de defesa.

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Man

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